Mas não, não são lá grandes coisas; mudanças pequenas para o resto da vida, é isso o que eu quero.
Aprender a gostar de mim, a me cuidar mais, mais da mente do que do corpo. Quero me sentir bem com minhas decisões e atitudes, mesmo que isto não agrade quem quer que seja. Estou a procura desse caminho; o do meio. Que equilibra as coisas aqui dentro. Estou há tanto tempo perdida de mim, que esse processo de novas-velhas descobertas recém iniciado me sensibilizam a ponto de chorar.
Há muito tempo não sentia vontade de muitas das coisas que eram as minhas preferidas; ler, ouvir música (e cantar), escrever, ver filmes que me toquem e por aí vai...
E ontem senti vontade de.
Peguei meu mp3 (que contém muita coisa, mas pouquíssimas músicas escolhidas por mim) e fui para o trabalho ouvindo, ouvindo aquilo que gosto e que sei que gosto.
Que gosto porque me faz ter vontade de cantar em voz alta de quase gritar; a escolhida Maria Rita (um sinto muito a todos aqueles que nem podem ouvir o nome dela), mas como eu gosto de ouví-la e acompanhá-la na minha voz!
Fiz o trecho até o metrô a pé e foi tão-tão bom; me senti em contato com uma fração de mim que tava encolhidinha, sozinha, esperando uma mão estendida... enquanto caminhava e cantava; sim, em voz alta sem me importar se alguém me ouviria, fui invadida por um sentimento tão intenso de reconhecimento: menina, esta é você! que não consegui segurar a concretude do que senti, chorei-sorrindo ali na rua, comemorando este encontro de mim comigo mesma que há tanto tempo esperava.
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